terça-feira, 15 de setembro de 2009

A Luta

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.
O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.
Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.
Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.
O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força.
O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava.
Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.
Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
Então, o barqueiro disse ao viajante:
Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.
Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: agir e acreditar.
Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.
Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.
Queira mudar de verdade seu caminho e vá a luta......... agir e acreditar e disto que eu estou precisando ....






















Um pequeno poema de Bertolt Brecht diz:







A minha mãe.
Quando ela acabou, foi colocada na terra
Flores nascem, borboletas voejam por cima...
Ela, leve, não fez pressão sobre a terra
Quanta dor foi preciso para que ficasse tão leve!





A dor nos faz mais leves, quando extraímos dela o sumo da sabedoria.
De nada adianta sofrer e continuar o mesmo, com a mesma maneira de pensar, com os mesmos vícios...
A dor sempre ensina. A dor sempre esculpe. Cabe ao aluno deixar-se ser formado/moldado por ela.
A dor vai retirando, a golpes de cinzel, o que, no bloco de mármore da vida, não é beleza, não é escultura.
Num primeiro momento, e numa visão acanhada, os golpes são cruéis, ferem, sangram.
Mais tarde, porém, apenas mais tarde, pode-se ver o bloco, antigamente disforme, agora tomando formas definidas e certas.
Assim é o sofrimento. Quase sempre é compreendido apenas com o passar do tempo e quando a visão madura de nós mesmos sobrepõe o imediatismo persistente na alma.
Saímos mais leves da vida, certamente, quando aprendemos com o sofrer; quando não repetimos mais os mesmos erros e eles não mais nos escravizam.
Saímos mais leves daqui, quando arrancamos de nós os pesados vícios - essas cargas perversas que insistimos em carregar pelos dias.
Saímos mais leves, sim, ao entender que somos os maiores prejudicados quando guardamos mágoa, quando permitimos que um sentimento negativo fique ressentindo em nosso peito por tanto tempo.
Saímos aliviados da existência, quando a doença nos consumiu a vida do corpo, mas renovou a vitalidade da alma, que agora nasce de novo, deixando na enfermidade transata os débitos com a Lei maior.
É certo que a dor é educadora enérgica e implacável, mas é professora indispensável de nossas existências inseguras e irresponsáveis.
É de entendimento geral que, quanto mais responsável e maduro o educando, mais flexível e ameno pode ser o educador.
Vivemos ainda a época dos educandos rebeldes, aparentemente incorrigíveis, por isso a mestra dor precisa atuar com tanta veemência e rigidez.


O pântano e as águas estagnadas experimentam rigorosa drenagem, a fim de se transformarem em jardim e pomar.
O deserto sente a modificação da sua estrutura, mediante elementos químicos, de modo a reverdecer e coroar-se de flores.
A semente sofre o esmagamento e arrebenta-se em vida exuberante.
Nos animais, o parto é violência orgânica dolorosa, que liberta a vida que conduzia encarcerada.
Compreensível, desse modo, que o desabrochar da perfeição comece pelo despedaçar do grotesco em predominância no ser humano.
Erros que geraram calamitosos efeitos a reparar, desafios que promovem à conquista de mais elevados patamares se apresentam com frequência.
São inevitáveis as ocorrências depuradoras, os sofrimentos de sublimação.
A dor é mensagem da vida cantando o hino de exaltação e glória à evolução. Recebê-la com tranquilidade constitui admirável realização íntima da lucidez intelecto-moral do ser humano.

Redação do Momento Espírita com citação do capítulo
A dor e suas bênçãos, do livro Fonte de luz, pelo
Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 14.09.2009.



Ausencia


A ausencia se deu por tristeza, sou uma pessoa muito sozinha descobri esta semana.
Minha maior inimiga e a solidão, sofro minhas dores sozinha, bebo meus pores de dor sozinha, vivo minhas decepções sozinha.
É muito triste perceber isto ,mas infelizmente é a verdade, qdo estou feliz, de bem com a vida minha companhia e procurada , mas qdo baixa a energia e  eu estou triste ou magoada sempre estou sozinha e esta é a maior dor; a solidão.
Hoje mas do que nunca percebi o tamanho da minha solidão por que projetei sonhos em sombras e nao em pessoas de verdade , Aprendi muitas coisas com dores e lagrimas mas aprendi . Hoje começo uma nova etapa de nossa vida, por que nossa ???? ................Ninguem vive sozinho
Por mais que a vida nos imponha a solidao ela nao se integra ao universo, vc pode ser solitario mas conviver em comunidade como eu
Tenho familia, e familia (acho que tenho)
E mesmo assim estou aki sozinha vivendo minha decepção com o ser humano para quem abri minha casa, minha vida, minha comunidade. 
Criei por  tempos, varias cobras..........................e como a natureza dela é esta ela me atacaou e como a lenda do escorpião .
Me perdi por  achar que poderia com sentimento mudar a natureza das pessoas.
Oque esperar de alguem que vive apartado dos sentimentos de familia, amigos,respeito .........nada 
Eu quero muito me recompor destas percas e recomeçar a vida de onde por amor ela parou..............
Vou buscar, nas palavras do poeta a alegria de viver 
e esperar que eu consiga mudar a minha natureza de acreditar incondicionalmente no ser humano. Boa terça -feira